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16 giugno Diário da Aula de Filosofia II 10º Ano - Turma B - Escola Secundário do Marco de Canaveses
DIÁRIO DA AULA DE FILOSOFIA II
Dia 6 de Junho de 2008, 15:15 horas, uma tarde quente. Aula de Filosofia - temas principais: Dimensão estética da existência humana; compreensão da experiência estética.
A aula iniciou-se normalmente com a leitura do relatório da aula anterior, levada avante pelo P...S... .
Após esta leitura, demos início à aula propriamente dita.
A professora começou por explicar o significado da palavra estética e, com uma leitura prévia no manual, ficamos a perceber que a palavra estética tem a sua raiz em aesthésis, vocábulo grego que significa sensibilidade. Esta palavra comporta, porém, uma competência cognitiva - a capacidade do homem de captar os objectos através dos órgãos sensoriais - e uma competência afectiva - a capacidade do homem de se emocionar face a particularidades dos tais objectos. A estética é também vulgarmente caracterizada como uma área da vida do homem que está ligada ao belo.
Todos nós temos a nossa própria necessidade estética, por exemplo, na decoração da casa: ter umas cortinas cor-de-rosa nas janelas, um quadro de Paula Rego na parede não é propriamente essencial, mas é necessário, por uma questão de estética e de bem estar.
Em relação ao senso comum, este utiliza o termo estética a propósito de qualquer coisa que apresente um sinal de beleza; no contexto psicológico, o termo estética tem um significado mais específico, aplicando-se para designar a sensibilidade do sujeito. Já em filosofia, a estética é uma reflexão sobre o belo e sobre a arte; e sobre a arte, porquê? Porque ao fazermos um penteado bonito, ao comprarmos um Mercedes topo de gama, estamos a fazê-lo por uma questão estética, mas também porque envolve a arte, o gosto, logo existe, nestes exemplos, uma ligação entre a estética e a arte.
Abordámos também temas como a experiência estética, que é a vivência do ser humano, caracterizada por uma predisposição para se emocionar face a seres e situações naturais, o carácter heterocósmico da arte, que é a capacidade que nós temos de, perante algo que nos emociona, sermos transportados para outro mundo.
Num pequeno momento de descontracção, a professora revelou-nos alguns aspectos curiosos das vidas de Van Gogh e de Salvador Dalí e, após este momento, estudámos o significado do juízo estético que consiste na apreciação de uma obra de arte, formulada pelo sujeito que observa. Este juízo é subjectivo, pois a experiência do belo é subjectiva, visto que afecta cada um de maneira própria; porém, é comunicável, tornando-se objectiva e é comum a todos os sujeitos, tornando-se universal ou seja, sendo subjectividade universal - esta foi uma teoria formulada por Kant.
Com esta aula de Filosofia pudemos ficar a saber significados de palavras e de expressões como: estética, experiência estética; carácter heterocósmico da apreciação estética entre outros, tais como: ambíguo que quer dizer «com vários significados»; pluridimensional, «com mais do que uma dimensão» e também polissemia que quer dizer com «mais do que uma origem».
Apesar de algumas intervenções inapropriadas e de certas alturas em que se fez algum barulho menos agradável, foi possível realizar uma aula interactiva, com diálogos e monólogos que certamente contribuíram para o aumento da nossa cultura geral.
Cerca das 16:45 horas deu-se por terminada mais uma aula de Filosofia.
11 ottobre O Paradigma perdido???![]() Sala antiga...
Um mundo de portas e janelas que separam as nossas almas de uma vida imparável e inconstante que corre lá fora...
Movimentos bruscos, silhuetas abundantes que contrastam com o silêncio sufocante que paira em nós...
Sentados em torno de uma velha mesa, deixamos que a imaginação e as dúvidas assumam todo o controlo do nosso ser.
E é aqui, neste contexto, que as questões se sobrepõem às certezas...
O que é isso de Homem? O que é isso de Natureza? Estaremos nós inseridos numa cultura? Não teremos nenhuma Natureza em nós? Somos todos Homens? Somos todos iguais? Somos realmente quem pensamos ser? Seremos tão sobrenaturais e soberanos a ponto de acharmos que não precisamos de ninguém? Quem somos nós afinal?
De facto, muitas são as vezes em que nos interrogamos acerca de nós mesmos, em que parece que temos a necessidade de nos definirmos para atingirmos como que a plenitude, a estabilidade de que tanto precisamos para viver.
É tendencioso, e numa primeira abordagem um pouco superficial, referirmos, em jeito de definição, as características biológicas. No entanto, o Homem é mais que um corpo, mais que um conjunto de biliões e biliões de células.
Quando falamos do ser humano, poucas ou nenhumas são as vezes em que nos assumimos como primatas, como descendentes do Homo Sapiens. Consideramo-nos seres superiores, seres "sobrenaturais" perante os outros e, incrivelmente, seres diferentes, mesmo tendo os outros humanos como objecto de comparação. É frenética a forma como apontamos o dedo a terceiros, eloquente a intensidade com que o fazemos e estonteante a facilidade com que os apelidamos de "desumanos". Não serão, todos eles, afinal, como nós?
Somos iguais, ambicionamos, em traços gerais, o mesmo e agimos como se não fossemos uma só espécie! Tão soberanos e tão detentores da razão que nem somos capazes de nos definir!
E, se nos referirmos à definição do Homem, temos que o inserir numa cultura, numa sociedade. É intrínseca essa ligação, não fosse o Homem moldado por elas, consciente ou inconscientemente.
Quem somos nós, afinal?
As Joanas não sabem... A Laura, a Maria, a Francisca e o João também não... No entanto, deixamos que a nossa vida siga rumos ou caminhos traçados por ela (uma qualquer definição de Homem!).
Haverá alguém que saiba responder?
Esperemos que não!
Um dia, se alguém souber responder a tão simples pergunta, toda a essência que possuímos em nós será reduzida a pó.
Texto de conclusão de um trabalho de pesquisa sobre o capítulo de abertura de O Paradigma Perdido de Edgar Morin, realizado por: Joana Monteiro, Joana Reis, João Ricardo, Francisca Estrela, Laura Marques e Maria João Moreira, alunos do 12º Ano de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Marco de Canaveses.
Joana Reis
João Ricardo, Joana Monteiro e Francisca Estrela
Joana Reis, Francisca Estrela, Laura Marques, Joana Monteiro, Maria João Moreira e João Ricardo
Neste nosso mundo português em que tanto tendemos a espezinhar e desqualificar o professor e a sua função, se não de uma forma explícita e esclarecida, pelo menos no plano da consideração e do valor que se lhe atribui, numa época em que é comum classificar o jovem como fútil e vazio, quando não delinquente potencial, eu orgulho-me de poder dar testemunho de uma outra realidade. E faço-o, publicando este texto, produzido por um grupo de cinco jovens ,como remate de um trabalho de investigação sobre o capítulo de abertura de O Paradigma Perdido de Edgar Morin. Se olharem às fotografias que incluo e aos nomes que aponho no final do texto, poderão reparar que eles são em tudo idênticos a muitos outros... o que significa, pelo menos para mim que conheço bem os jovens ( essencialmente os que se situam entre os 15 e os 17 anos de idade), que o valor e a potencialidade criativa estão lá, vigorosos e plenos. Basta que o professor - a cuja classe me orgulho, de certo modo de pertencer - talvez apenas por causa destes resultados! - lhes toque a mola sensível e os conduza na descoberta dos mundos do pensamento, da pesquisa e da auto-análise!
Por essa razão e, depois de assistir, rendida, à apresentação de vários trabalhos de investigação sebre essa obra tão complexa, mas tão intrinsecamente verdadeira, que é O Paradigma Perdido de Edgar Morin, pedi licença a este grupo para lhes publicar o texto com que remataram o trabalho e que me ofereceram enrolado como um pergaminho e atado com uma fita!
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